O que é o subconsciente?

Subconsciente sonhando

Quer saber quando eu comecei a desconfiar que eu tinha um subconsciente?

Bom, tudo começou com um sonho e com a tentativa de sonhá-lo novamente, isso aconteceu quando eu tinha mais ou menos uns 7 anos de idade. Eu sonhei que a minha avó estava voando sobre a minha cama e sorrindo para mim. Nessa época, ela já estava aposentada e conseguia nos visitar com muita frequência. É claro que, com apenas 7 anos, eu não tinha nem noção dessa história de subconsciente.

Mas, eu me lembro como se fosse hoje, logo que eu acordei desse sonho, eu me perguntei: Como que ela poderia estar voando no meu sonho e quando eu abro os olhos, eu não vejo mais nada, apenas um quarto vazio?

Eu queria saber se aquilo era real ou não. Então, na mesma hora eu fechei os olhos com o intuito de vê-la voando novamente e logo que eu caí no sono… Advinha? Isso mesmo… Sonhei o mesmo sonho, lá estava ela voando sobre a minha cama, mas dessa vez estava sorrindo mais ainda pra mim. É como se ela estivesse mais felizinha que antes. 🙂

Agora eu te pergunto? Sonhar duas vezes com a minha avó voando foi um ato do meu subconsciente ou do meu consciente?

No primeiro sonho (digamos) involuntário, pode-se dizer que foi unicamente obra do meu subconsciente, já no segundo sonho eu voltei a dormir com o objetivo de vê-la novamente, portanto, creio que foi uma mistura de consciente e subconsciente.

Em resumo, esse sonho me marcou muito. Passou-se alguns anos eu ouvi falar sobre esse “novo” conceito de subconsciente, e desde então, o meu interesse por esse assunto cresce a cada dia.

Para entender o que é subconsciente, primeiro precisamos nos lembrar que nossa mente possui um estado consciente e um estado subconsciente.

Vou dar a minha própria definição do que é o consciente. (Você tem o total direito de discordar se você desejar.)

Estar consciente de “alguma coisa” em regra geral, é quando o cérebro reconhece as funções e processos cerebrais (e corporais) que interagem com essa “coisa”. As funções cerebrais podem ser baseadas em pensamentos, emoções, sentimentos, comportamentos. Dois exemplos de funções cerebrais conscientes são: se concentrar e se lembrar.

E o subconsciente?

Sabe aquelas coisas que acontecem diariamente com o nosso corpo, mas não temos nem ideia de como isso aconteceu, pois nunca precisamos pensar ativamente sobre o assunto.

Quer um exemplo disso?

Quando você tropeçou, caiu no chão e arranhou o joelho, o machucado ficou meio feio, saiu até sangue. Você já percebeu que depois de alguns dias aparece uma casquinha por cima do machucado? E por que após algumas semanas, como em um passe de mágica, o joelho já está totalmente curado?

Se você nem pensou mais sobre o machucado, apenas conviveu alguns dias com uma dorzinha chata e quando menos esperava já nem sentia mais a dor. Então quem fez tudo isso? Quem criou aquela casquinha? Quem regenerou a pele por baixo da casquinha?

Isso mesmo, essa é uma das incontáveis funções do subconsciente, ele é o regulador das funções corporais básicas.

Veja abaixo algumas funções do nosso subconsciente:

  • Regula as funções corporais
  • Armazena e processar todas as nossas emoções, memorias e crenças
  • Fornece criatividade e imaginação (igual ao que aconteceu no meu sonho)
  • Guarda, organiza e acessa todo o nosso conhecimento
  • Automatiza nossos hábitos
  • Direciona nossa vida e escrever nosso destino
  • Gera vibrações energéticas, isto é, sentimentos
  • Nos serve diariamente como um mordomo incansável, basta pedir que ele sempre nos atende

 

Agora, com esse monte de funções acumuladas, imagina o poder que o subconsciente tem sobre a nossa vida. Pense em como seria empolgante se soubéssemos como acessar as informações que ele guarda sobre todas as nossas experiências, coisas que aconteceram conosco até mesmo antes do nosso nascimento.  Seria muito legal, né? 🙂

Bom, esse post foi apenas uma breve apresentação de como o nosso subconsciente está muitíssimo presente na nossa vida, nos próximos posts vamos nos aprofundar um pouquinho mais e começaremos a discutir o poder quase que infinito da nossa mente.

Marcelo Ceolin